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12/09/2011 | 18h47

BR-163, no Pará, está em obras para conclusão do asfaltamento

Conclusão da rodovia vai possibilitar a criação de um corredor para o escoamento agrícola rumo aos portos do norte do país

  • Luiz Patroni | Castelo dos Sonhos (PA)
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Três décadas e meia depois da inauguração da BR-163, no Pará, cresce a expectativa de que a estrada seja completamente asfaltada. A conclusão da rodovia vai possibilitar a criação de um corredor para o escoamento agrícola rumo aos portos do norte do país.

O monumento envelhecido conserva no presente a data histórica da inauguração da BR-163. A rodovia que foi aberta pelo exército brasileiro sob o lema “Integrar para não entregar”, volta a chamar a atenção 35 anos depois. A estrada liga Cuiabá a Santarém, são 1,746 mil quilômetros. Em Mato Grosso, a pista é asfaltada, já do lado paraense, a situação é outra.

Do ponto que marca a divisa entre os Estados de Mato Grosso e Pará até Santarém, são pelo menos mil quilômetros. Cerca de 700 quilômetros ainda estão sem asfalto. Alguns em condições precárias de uso. Muita poeira, buracos, desvios. Mas se hoje ainda existem obstáculos na rodovia é preciso reconhecer que eles são muito menores do que há alguns anos.

O caminhoneiro Edésio Balduíno Pinto conheceu bem aquela realidade. Na estrada há 26 anos, ele guarda as lembranças dos transtornos que viveu na 163.

Assista à reportagem

– Era muito difícil. Nosso transporte dependia de frete, eram oito dias até Santarém, pagando trator, que as vezes quebrava. Ficava difícil. Oito dias para distância de 217 quilômetros. Dois tratores com guincho para puxar, e o valor do frete era R$ 800. O trator cobrava R$ 150 – lembra.

Para que situações como esta não voltem a se repetir a estrada foi transformada em um grande canteiro de obras. Máquinas operam em ritmo acelerado. Em alguns lugares, soldados repetem o que outros militares fizeram no passado. Só que ao invés de abrirem a floresta, dão sequência à tão esperada pavimentação da rodovia.

E eles não são os únicos. Ao longo dos mais de 600 quilômetros que ainda estão em obras, milhares de trabalhadores também ajudam a escrever um novo capítulo na história da 163. Há três meses o produtor rural Evangelho Martins trocou a rotina do pequeno sítio pelo dia a dia na obra. Aos 54 anos, está vendo um sonho ser realizado.

– Estou realizando o meu sonho. Eu sempre falava para o povo, não vende o que é de vocês, porque isso aqui um dia terá asfalto – conta.

Quem passou pela estrada no ano passado e refaz o caminho agora, nota as diferenças e torce para que o serviço esteja concluído até o final de 2012.

– Até agora o que vimos foi uma evolução muito grande. Principalmente aquele trecho do exército, ainda dentro de Mato Grosso, que tivesse tão adiantado. Eu acredito que nós vamos andar muito bem, até um pouco além da expectativa, o serviço é elogiável, preocupação muito grande com meio ambiente, drenagem. Acredito que estamos no caminho certo e que vamos ter esta rodovia dentro do prazo que precisamos – relata o coordenador-executivo do Movimento Pró-logística, Edeon Vaz Ferreira.

Enquanto alguns estão otimistas com o futuro, outros lamentam a demora da chegada do progresso. O comerciante Francisco Antônio Malicheski é dono de uma borracharia e de um restaurante na beira da rodovia, onde mora há 27 anos. A estrada precária o impediu de salvar a filha de apenas 45 dias, que estava com pneumonia. E a perda da menina não foi o único motivo de tristeza.

– Há seis anos atrás aconteceu a pior. O único filho homem que eu tinha faleceu. Ele saiu daqui para Itaituba e por causa da estrada não conseguiu passar. Demorou dois dias para chegar e ele morreu de inflamação nas veias do coração – lamenta.

O Canal Rural produziu uma série de reportagens sobre a rodovia BR-163 mostrando a história, o ritmo das obras e a importância da pavimentação da estrada que corta o Cerrado e a Amazônia. Acompanhe esta jornada, reveja as matérias que já foram ao ar!

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