
A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, falou nesta quinta, dia 26, sobre o resultado da votação do Código Florestal na Câmara dos Deputados. Na avaliação de Ideli, o texto aprovado pelo Senado era o melhor, foi uma “construção de bom-senso” e contou com a participação de deputados. A ministra reiterou o que foi dito mais cedo pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, de que a presidente Dilma Rousseff deverá vetar trechos do texto aprovado pelos deputados.
— Ela já manifestou inúmeras vezes que aquilo que representar anistia não terá respaldo do governo. Então, qualquer questão que deverá ser interpretada ou na prática signifique anistia, eu acredito que isso tem grandes chances de sofrer o veto — disse Ideli.
De acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Marco Maia, o projeto de lei com a nova redação será encaminhado a presidente Dilma Rousseff somente na semana que vem. A partir da data de recebimento do documento, a presidente tem 15 dias para vetar ou sancionar o texto.
Para a ministra do Meio Ambiente, o texto que foi elaborado no Senado daria mais tranquilidade ao governo brasileiro nas negociações que ocorrerão na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, em junho. Agora, segundo Ideli, será necessário aguardar as interferências que a presidenta Dilma fará no novo Código, por meio de vetos, para saber como ficará a situação do Brasil perante os outros países.
A ministra acredita que não houve falhas na articulação política e foi feito tudo o que estava ao alcance da equipe do governo para tentar convencer os deputados. Na opinião dela, o que prevaleceu entre os deputados foi um clima de disputa que não se traduz no melhor para o país.
— O sentimento é que poderíamos ter avançado mais. Poderíamos ter saído desta votação com algo um pouco à frente do que esta disputa que não leva o melhor para o Brasil. Você disputar meio ambiente contra produção não é benéfico para o país. É melhor harmonizar aquilo que garanta a produção e a preservação — disse.
AGÊNCIA BRASIL
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