
Os preços do trigo registram frequentes altas, em função do aumento na cotação do dólar, uma vez que a maior parte da matéria-prima processada nos moinhos brasileiros é proveniente de países do Mercosul. Para o produtor do grão, a lucratividade também aumenta. E a ampliação deve ser sentida também no bolso do consumidor final de pão.
Segundo o conselheiro da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) Lawrence Pih, a valorização da moeda americana foi de 30% nos últimos 11 meses. Além disso, conforme ele, a estiagem na Rússia, Austrália e Argentina, grandes produtores do grão, também contribuíram para a valorização dos preços. Nos últimos, meses a tonelada do cereal passou de R$ 460,00 para R$ 515,00. Pih afirma que só no último ano o custo das empresas cresceu mais de 20%. Deste total, cerca de 7% já foi repassado para as padarias. Ele aponta que a alternativa seria a manutenção da cotação do dólar em cerca de R$ 1,80.
Para o economista da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) Antônio da Luz, a situação de aumento dos preços seria diferente se o Brasil consumisse mais trigo nacional.
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