
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, afirmou nesta terça, dia 19, que o Brasil é o país que tem melhores condições de ofertar biocombustível para aviação regularmente ao mercado e com preços competitivos. Segundo Pimentel, o país poderia atingir a meta da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), que define a utilização de 50% de bioquerosene misturado ao combustível tradicional no voos até 2040.
– O Brasil tem que sair na frente. 2040 está longe e o país tem condições de fazer isso – disse.
De acordo com o presidente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Juan Diego Ferrés, o uso comercial do biocombustível para a aviação será possível no país em cinco anos. A meta da entidade é, em 20 anos, suprir 25% do consumo de combustível das aéreas com biocombustível. O executivo disse que a demanda, de 6 bilhões de litros por ano, cresce a uma média anual de 3% a 5%. Ferrés defendeu que o governo lance mão de medidas para incentivar o desenvolvimento dessa indústria no país.
– Para que as novas fontes de energia limpa possam surgir e não sucumbir à concorrência do petróleo é necessária a existência de políticas públicas que representem isenções tributárias, mas há outros mecanismos, como (o estabelecimento de) mercados obrigatórios de uso.
AGÊNCIA ESTADO

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