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MERCADO INTERNO
31/07/2012 | 18h56

Concorrência das rosas importadas faz produtores aprimorarem a atividade no Brasil

Mercado de flores cresce 12% ao ano e investe cada vez mais no setor

  • Sebastião Garcia | Holambra (SP)
Atualizada às 21h02
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Foto: Divulgação / hagah
Frente à concorrência das flores importadas, mercado de flores brasileiros buscou se aprimorar na atividade

O mercado de flores, que cresce 12% ao ano,  está investindo cada vez mais nas tradicionais rosas devido à concorrência com o produto importado. Grandes e com cores vivas, os botões da flor oriundos da Colômbia e do Equador conquistaram a preferência do consumidor, mas não chegam preocupar os produtores, que aproveitaram para aprimorar a atividade no Brasil.

Os botões de rosas graúdos tem mais mercado hoje no Brasil. Só da produção nacional, são mais de 1000 variedades. Uma cooperativa de produtores em Holambra, no interior de São Paulo, só trabalha com flores nacionais de vaso e de corte. As rosas representam 50% do faturamento da cooperativa, lucro que aumenta a cada ano.

– Nós temos um crescimento de 8% em volume ofertado deste produto, e faturamento 15% a mais em relação ao mesmo período do ano anterior – explica a gerente da cooperativa, Raquel Osório.

As rosas colombianas e equatorianas também têm movimentado o mercado de flores. Segundo o empresário Aryan Schut, dono de uma empresa que só trabalha com o produto importado, explica as técnicas de cultivo da planta.

– Tem todo um processo no pós colheita e na embalagem. Você  vai ter o talo mais grosso e o tamanho do botão diferente, porque o ciclo é maior. 

No Brasil são comercializas em torno de 60 mil dúzias de rosas por dia, das quais 10% são importadas. Há uma década, o volume do produto vindo de fora não era mais que 1%. Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), Kees Schoenmaker, a situação não chega a ser um problema.

– Há mercado para tudo. Para o consumidor, é interessante ter este produto também, o que não está ameaçando a produção nacional, porque o produto vindo da Colômbia vem mais caro, devido ao transporte aéreo e aos outros custos de importação. Na realidade, o pessoal não está  preocupado porque é um complemento – afirma.

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