
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou nesta quarta, dia 4, as estratégias do governo federal para escapar da recessão causada principalmente pela crise na União Européia. O ministro participou de um seminário realizado na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Contrariando a opinião de economistas, Mantega prevê um crescimento entre 3,5% e 4% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo semestre de 2012.
De acordo com o ministro, medidas governamentais como redução de juros, desoneração da folha de pagamento de empresas em diversos setores e a diminuição de tributos na compra de equipamentos devem contribuir para o crescimento do PIB a partir da segunda metade de 2012. Com a crise, a estimativa de especialistas é que a economia brasileira cresça pouco mais de 2% neste ano.
Na opinião de Mantega, as dificuldades enfrentadas pela economia neste ano são tão fortes quanto as de 2008 e a indústria é o setor mais afetado. O saldo da balança comercial também tem sofrido com a recessão dos mercados. Em junho, o Brasil registrou um superávit de US$ 807 milhões, o pior resultado no período desde 2002. O número representa uma queda superior a 80% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o saldo foi de US$ 4,4 bilhões. Segundo o ministro, o cenário é causado pela diminuição das exportações, inclusive das commodities agrícolas.
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