
A área a ser cultivada com milho na safra argentina de 2012/2013 pode retroceder 20% em relação ao período anterior, totalizando 3,1 milhões de hectares, conforme projeções da Bolsa de Cereais de Buenos Aires. “A interação de diversos fatores gera uma grande incerteza sobre a área com milho a ser plantada na nova safra, que está por ser semeada”, informa relatório especial.
Os especialistas da bolsa argumentam que as perspectivas iniciais refletiam uma forte redução sobre a intenção de plantio. O relatório indica, porém, que “esse retrocesso poderia ser atenuado por um melhor preço de mercado, melhores perspectivas climáticas e a probabilidade de ter uma comercialização mais fluida no próximo ano”.
Estes aspectos alentam os produtores e freiam, parcialmente, a queda inicial estimada. As cotações dos contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago (CBOT) acumulam valorização de cerca de 35% desde o início do ano, principalmente por causa da frustração de safra nos Estados Unidos, maior produtor mundial do cereal, cujas lavouras enfrentam forte estiagem.
A bolsa alerta, no entanto, para o fato de que “a reduzida capacidade de investimento de vários produtores após uma magra campanha, o incremento de certos custos e uma condição hídrica deficitária em grande parte da área agrícola, são variáveis que se contrapõem aos incentivos antes mencionados, faltando poucos dias para começar o ciclo”. O início do plantio está previsto para o fim deste mês.

Edição vai ao ar neste sábado, dia 11, às 9h, com reprise às 13h30min, no Canal Rural
Agenda indica fatores que podem influenciar no rendimento das plantas

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