As negociações de reajuste salarial dos servidores públicos federais seguem sem acordo em Brasília. Nesta sexta, dia 17, representantes de categorias em greve tiveram reuniões no Ministério do Planejamento, mas terminaram sem avanços.
Cerca de 370 mil servidores federais permanecem paralisados e devem continuar assim até a próxima quinta, dia 23, quando uma plenária nacional será realizada para decidir se aceitam a proposta em discussão com o governo federal. Na rodada de negociações desta sexta, o governo ofereceu um reajuste de 15,8% dividido em três anos. Segundo a Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef), é pouco. No entanto, ficou acertado que o aumento será sobre o vencimento básico. A reivindicação é pela equiparação salarial com trabalhadores de cinco categorias que há dois anos tiveram aumento.
— Esses trabalhadores saíram dos R$ 5,9 mil para R$ 10,2 mil. Isso cria uma distorção dentro das carreiras que fizeram o mesmo concurso dentro das mesmas prerrogativas. O que nós estamos negociando com o governo desde 2010 é que é necessário que esse tratamento fosse dado aos demais níveis superiores e também ao nível intermediário e auxiliar — afirma Josenilton Costa, secretário-geral da Condsef.
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