
Advogados e representantes ligados à agropecuária se reuniram nesta segunda, dia 12, na sede da Sociedade Rural Brasileira (SRB), em São Paulo, para discutir as regras do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Especialistas afirmam que o momento é importante para se antecipar e regularizar os documentos da Reserva Legal e das áreas de proteção permanente (APPs) nas propriedades.
O cadastro no programa é um dos requisitos necessários para proprietários de imóveis rurais que pretendem obter a suspensão das multas e punições para desmatamento praticado antes de 22 de julho de 2008.
Para Paulo Junqueira, advogado responsável pela palestra, o objetivo é preparar o produtor para a nova etapa de adaptação ao Código Florestal.
O representante da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Eduardo Soares de Camargo, afirma que é importante o produtor se antecipar às novas exigências para facilitar a adaptação após a implantação do cadastro. Além de evitar problemas com a Justiça, ele destaca que o CAR será determinante para acessar linhas de financiamento bancário.
O pecuarista Diamantino Silva Filho, de Uberaba (MG), aponta que o cadastro é necessário, mas demonstrou preocupação em relação ao funcionamento do sistema. Apesar disso, ele já se antecipou na procura pelo órgão ambiental responsável em Minas Gerais.
Após a sanção do novo Código e implantação do CAR, donos de terras terão prazo de um ano, prorrogável uma única vez por igual período, para realizar o registro e assinar um termo de adesão e compromisso.
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